A Alba - Aliança Bolivariana para as Américas - é integrada por Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Equador, Honduras, Nicarágua, São Vicente e Granadinas e Venezuela. O líder incontestável da aliança é Hugo Chávez da Venezuela, presidente eleito, reeleito e que certamente ficará no poder até bater as botas.
Chávez usa de um subterfúgio chamado consulta popular quando lhe interessa mudar a Constituição. Através desse expediente conseguiu o direito de ser reeleger perpetuamente. Em Honduras a coisa não funcionou e aconteceu o golpe que depôs Zelaya.
Para quem chegou atrasado: a Constitução de Honduras não admite reeleição. Zelaya é bolivariano de carteirinha. Seu lider, ou melhor führer, Adolph, perdão, Hugo Chávez, ordenou que a Carta Magna fosse mudada. Zelaya encontrou forte oposição no Congresso, no Exército e em amplos setores da sociedade.
Por inspiração do führer peitou todo mundo e bradou aos quatro ventos: eu sou Zelaya do bigode preto, o fodão do Bairro Peixoto, eu tenho a força. Acabou viajando contra a vontade. O golpe que o depôs contrariou as regras da boa educação, os milicos usaram tanques e isso trouxe ao mundo tristes recordações de quarteladas latino-americanas.
Os golpistas estão isolados, a condenação ao uso da força foi unânime. Zelaya poderá voltar.
Será que vai insistir na pretensão de se tornar presidente perpétuo?
O expediente chavista de usar plebiscitos foi amplamente usado por regimes ditatoriais, mas não é usual em democracias constitucionais, pelo menos não para mudar a Constituição. Imagino o que teria acontecido nos Estados Unidos se o ex-presidente Bush tentasse permanecer na Casa Branca.
No Brasil há uma legião de adeptos do estilo chavista. Sonham com uma consulta popular sobre o terceiro mandato, o que abriria as portas para a perpetuação de Lula no poder.
Por falta de leitura e compreensão não se dão conta do significado do Brasil no mundo. Felizmente Lula é sensato, faz discursos para agradar socialistas aloprados e governa com sabedoria.
Tirando o petróleo da Venezuela, o PIB dos integrantes da Alba equivale ao do bairro da Mooca, em São Paulo. Exagero à parte, os países da aliança bolivariana não têm relevância.
O Brasil de Lula é diferente, somos grandes, nossa economia é forte, o mundo nos observa e respeita. Aqui não haverá quarteladas nem mudanças na Constituição.
Como eu disse antes, Lula é sensato e não vai repetir Sarney e FHC que bolivarianamente deram golpes brancos denominados "cinco anos" e "reeleição". A história vai reverenciá-lo por isso. sidney borges | comentários(0)
30/06/2009 09:02 Sera que Zelaya volta? Será que fica por lá?
O ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi eleito pela direita e por obra e graça do divino espírito santo transmutou-se em homem de esquerda. É amigo de fé, irmão e camarada de Hugo Chávez, presidente perpétuo da Venezuela. Sempre reeleito por via democrática, através de instrumentos legais e incontestáveis.
Zelaya tentou usar os mesmos expedientes de Chávez para permanecer no poder. O Congresso disse não. O Exército disse não. Ele insistiu, passou por cima de deputados e milicos e sifu.
Acabou deposto em uma quartelada de cinema, com direito a tanques nas ruas e toque de recolher. Mudanças ideológicas de 180 graus acontecem com freqüência nos arredores do Equador, onde o calor esquenta cabeças e derrete miolos.
No Brasil Sarney frustrou a esperança de milhões, enterrou as diretas. O acaso o levou a se tornar presidente.
No exercício do mandato foi tachado de o maior ladrão da República, direitista sem caráter ou escrúpulos. O autor dos mimos só poderia ter sido um homem de esquerda, Luíz Inácio Lula da Silva, metalúrgico, líder sindical e depois presidente da República.
Hoje Lula e Sarney são unha e carne, inseparáveis na fortuna e no infortúnio.
Guinadas ideológicas à parte, Lula é esperto, imagino que daqui a quatro ou oito anos será um candidato difícil de bater nas urnas.
Não sei dos meandros da política de Honduras, não apoio o golpe que depôs Zelaya, como não apoio a tentativa de golpe à moda de Chávez que ele pretendia.
Mas sei que não simpatizo com um cara que pinta o bigode.
Eu não compraria um carro usado desse tal de Zelaya. sidney borges | comentários(0)
23/06/2009 18:11 O tempo de cada um
Navegando na Internet revi uma foto histórica de Abreu Sodré, ex-governador de São Paulo. Instantâneo batido no dia 1º de maio de 1968, na Praça da Sé, quando um manifestante contrário à ditadura lançou certeira pedrada e feriu a cabeça do governador.
No dia seguinte os jornais mostraram na primeira página o sangue escorrendo. Sodré passou sem deixar marcas, seu governo foi discreto, tão discreto que sem a pedrada nem seria lembrado.
Anos depois a ditadura caiu e Sarney assumiu a presidência de forma inesperada e discreta. A transição para a democracia teve um preço. A economia estava desarrumada, a inflação subiu aos céus e a oposição atacou com ferocidade.
O atual amigo de fé e irmão camarada, Lula, chamava-o de ladrão.
Lula era a personificação da esquerda, mas as correntes conservadoras representadas por gente do calibre ético de Fernando Collor faziam coro.
O autor de "Marimbondos de fogo" apanhou muito, mas não reagiu e passou o governo ao sucessor. A democracia estava consolidada.
Esse seria o papel de Sarney na história se a sua vida pública tivesse se encerrado na entrega da faixa presidencial.
A sede de poder o manteve em atividade e o final será outro.
De consolidador da democracia a acobertador de atos de improbidade na presidência do Senado.
Sarney não vai deixar saudades, o que ele representa não interessa ao Brasil.
Homem do século XIX, completamente superado. Chô... sidney borges | comentários(0)
21/06/2009 16:30 Apenas uma idéia
Tem razão o presidente Lula quando toca em denuncismo. A imprensa não toma jeito. Falam isso e aquilo do Senado e dos senadores.
Esses jornalistas não entendem que não estão tratando de pessoas comuns e sim de nobres políticos com despesas correspondentes à posição e às responsabilidades.
Quero ajudar, sou patriota.
Para pagar salários de mordomos, personal trainers e amantes argentinas sugiro a criação de um boneco.
Como o "Gigante Amaral" das cestas de Natal do mesmo nome.
Uma miniatura em escala do senador Heráclito Fortes de 25 cm de altura.
Qual a criança brasileira que não iria querer um boneco gordinho com bochechas infladas?
As meninas poderiam casá-lo com a Barbie enquanto os meninos fariam dele o pai do Falcon.
Tenho certeza que milhares de bonecos seriam vendidos por esse Brasil afora.
A governadora do Maranhão poderia até contratar outro mordomo.
Para o caso do "Secreta" ficar doente. sidney borges | comentários(0)
21/06/2009 09:56 Numa tarde de 2043...
O rapaz entrou no bar do 23º andar de um velho edifício da Quinta Avenida, em Manhattan. Estava vazio, apenas uma mesa ocupada por um velho muito forte.
- Ouvi dizer que da janela deste bar é possível voar. É verdade?
O barman que esfregava o balcão de mármore parou, mordeu o cigarro que pendia do canto da boca e não respondeu. Seus olhos buscaram o velho que lia jornal.
- O senhor sabe de alguma coisa? Perguntou o rapaz.
- Depende.
- Depende do quê?
- Das correntes.
- Como assim?
- Não dá pra explicar, melhor ver como está.
Na janela o velho sentiu o vento:
- Dia perfeito. Vou mostrar.
Sentou-se na janela com as pernas para fora, virou-se e esticou o corpo até ficar na horizontal. Com um leve movimento de ponta de dedos empurrou o parapeito e recuou flutuando com os braços abertos. O impulso foi suficiente para levá-lo até o outro lado da avenida, onde tocou num prédio e voltou.
O rapaz ficou radiante.
- Quer tentar?
- Quero.
Cheio de adrenalina o jovem sentou-se no parapeito da janela como fizera o velho. A virada foi feita com dificuldade até ele ficar pendurado pelos braços.
- Agora é só dar um empurrãozinho e sair voando.
O grito foi ouvido por toda a vizinhança. O povo correu às janelas a tempo de ver o corpo estatelado na calçada.
O velho retornou à mesa e ao jornal enquanto o barman resmungava remoendo o cigarro do canto da boca:
- Super-Homem. Depois de velho virou um filho da puta... sidney borges | comentários(0)
14/06/2009 14:51 Política fora de lugar
A Fuvest inova mais uma vez. Na segunda fase do vestibular os candidatos à Faculdade de Medicina da USP, a famosa e desejada Pinheiros, tida e havida como a melhor escola de medicina do país, não vão mais ter prova de Física. Terão de mostrar sabedoria em assuntos geográficos.
Pois é isso mesmo, não vá cair da cadeira, a Pinheiros trocou Física por Geografia.
Partindo do princípio que o funcionamento do corpo humano tem base na Física e que os estudantes vão relegar a matéria a segundo plano e, sabendo que nos dias correntes a maravilhosa disciplina que é a Geografia, transfigurou-se em painel de doutrinação política, temo pelos futuros médicos.
Não saberão enfrentar as doenças dos burgueses, ou seja, dos porcos capitalistas que têm dinheiro para pagar consultas. Talvez imputem os males à falta de reforma agrária ou à luta de classes. Faz todo o sentido. sidney borges | comentários(0)
10/06/2009 11:26 Momentos
Acabei de ler na Folha que bilíngües costumam esquecer palavras e, em certos casos, confundí-las.
Deve ser por isso que olho o monitor onde está escrito twitter e me vem à cabeça Chubby Chequer.
Sinto vontade de dançar ao som da voz estridente de Dee Dee Sharp: Do you love me? Do you love me baby? Em tempo, falo português e a língua do "p". sidney borges | comentários(0)
04/06/2009 09:53 Um é pouco, dois é bom, três é demais...
A resposta à enigmática pergunta; por que o avião da Air France caiu, pode estar bem à mão. Basta examinar os eventos estranhos ocorridos com os aviões da Quantas e da TAM. Ambos voavam em cruzeiro, com tudo funcionando a contento, até o computador enlouquecer e fazer com que os aviões mergulhassem, arremessando passageiros e tripulantes ao teto, causando pânico e quebrando ossos.
Nos dois casos a tripulação conseguiu recuperar a atitude de vôo. Os depoimentos de pilotos e as gravações das caixas-pretas poderão ser de grande valia na solução do mistério, principalmente quando as investigações sugerem que os eventos que levaram à catástrofe tiveram início antes do avião entrar em zona de turbulência.
Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Que me perdoe o fantasma do comandante Rolim, um bravo, mas para cruzar o Atlântico vou preferir os velhos e confiáveis jumbos da Boeing. O computador é bamba, eu até diria do arco-da-velha, mas dá do bicho surtar no dia do meu vôo. Waal! sidney borges | comentários(0)
03/06/2009 13:58 O computador errou. Será?
Tenho amigos pilotos, muitos. Hoje conversei pelo Skype com um que trabalha na China desde que a Varig faliu. Entre pilotos há uma dicotomia no estilo "Marlene-Emilinha" envolvendo aviões Airbus e Boeing. Pilotos de Boeing 737 dizem que voar Airbus é parecido com brincar de "Flight simulator". Dizem mais, que o piloto apenas sugere, mas é o computador que decide. Palavras de um experimentado comandante com mais de 15 mil horas de vôo. Segundo ele há acidentes estranhos envolvendo os aviões europeus. Cita dois especialmente. O da TAM em Congonhas e aquele dos Estados Unidos em que o piloto pousou no rio. Nos dois casos o computador tomou decisões que contribuiram para o desfecho, os acidentes não aconteceriam se as manetes de potência fossem operadas pelos comandantes. Apesar desse julgamento severo, acidentes são estatísticamente desprezíveis em relação ao número de vôos que há. O xis da questão é você estar viajando em um avião que vai virar estatística, seja ela desprezível ou não. Eu particularmente prefiro aviões pilotados por seres humanos, que por serem humanos têm medo. Por mais eficientes que sejam, os computadores nada temem e caso tomem uma decisão errada manterão a posição até o crash fatal. Aos computadores falta aquele orifício que os humanos têm e que por tê-lo temem, pois é sabido que quem o tem, tem medo. sidney borges | comentários(0)
23/05/2009 08:22 Dilma? Com a saúde debilitada pelo tratamento do câncer a ministra Dilma tornou-se um sério problema para o PT. Há alguém para o lugar dela? Haverá tempo e clima para a emenda do "terceiro mandato"? Perguntas difíceis que não admitem mais do que especulações. No caso do impedimento de Dilma um bom nome seria o do ex-ministro Palocci. Mas fica no ar a dúvida que deve assolar a cabeça de Lula. Serra ganhando fica oito anos. Palocci ganhando fica oito anos. Só Dilma, ao que tudo indica, abriria caminho para a volta triunfal do chefe. Talvez por isso o povo a conheça como Vilma do Chefe. sidney borges | comentários(0)
24/04/2009 12:11 Fawcett, Newton e os gregos
Antes de Isaac Newton se manifestar muita gente deve ter notado que maçãs caem, pois certamente caem. É quase certo que os gregos se perguntavam o porquê da queda das azeitonas, nunca houve povo tão cheio de perguntas, enquanto na América do Sul os Guaranis tinham especial atenção ao despencar das jacas. Foram eles que desenvolveram a frase “wexlm unyhret”, que quer dizer: sai de baixo que lá vem fruta!
Mas voltando às maçãs newtonianas, por que caem? É fácil notar que o fenômeno ocorre quando alguém as colhe e abandona a certa altura ou quando amadurecem. Para esta contingência existe o dito popular que aborda o cair de maduro.
A diferença entre o olhar comum e a visão do Mestre foi a conexão entre maçã e Lua, que têm tamanhos e cores diferentes e sabores que também podemos supor diferentes.
Quando estão no ar, isto é, quando a maçã está no ar, pois a Lua esta sempre no ar, ambas se encontram sob a ação da Terra, que tem por hábito querer tudo para si.
Há, no entanto, um lado democrático na ação do planeta, os corpos são atraídos e ao cair o fazem com a mesma aceleração, isto é, a velocidade da queda aumenta igualmente para todos, grandes ou pequenos. Socialismo cósmico.
Claro que isso vale apenas para corpos no vácuo, pois o ar atmosférico exerce influência na velocidade de queda.
Pois foi pensando em quedas e não quedas que o coronel Fawcett desapareceu enquanto procurava uma civilização perdida na Serra do Roncador.
Um dos últimos documentos deixados por ele foi uma carta que descreve o encontro com uma tribo de macacos amistosos e inteligentes e que compreendiam a linguagem dos humanos, não importando o idioma.
Fawcett relata que uma característica peculiar dos símios era entender tudo ao pé da letra.
Segundo a lenda que corre na selva, certo dia apareceu sobre a tribo um objeto voador desconhecido. A coisa estranha ficou pairando estática, sem subir ou descer. Nem tampouco emitir qualquer ruído.
Os macacos assustados reuniram-se em volta do explorador, em quem confiavam. O Coronel era um homem cético, acreditava na ciência. Depois de muito pensar e sem encontrar uma explicação plausível, Fawcett coçou o cavanhaque, pigarreou limpando a garganta e proferiu aquelas que seriam suas últimas palavras:
Se você não tem um besouro, dispense, não faz falta. Eu acabei por ter um sem que o quisesse, apareceu aqui e pronto. É preto, grande, forte, pesado e lento, mas muito simpático, embora desajeitado. Está morando em casa há três dias e já perdi a conta das vezes em que o desvirei.
Com as patas tocando o chão ele sai a caminhar em linha reta e ao encontrar uma parede não se dá por vencido, tenta escalar e, péssimo alpinista que é, acaba emborcado, com as patas agitando-se no ar, suplicando por um ponto de apoio.
Por isso batizei-o de Arquimedes, que também queria um ponto de apoio.
Melhor do que o besouro é a rã que mora no vaso do escritório. Contam histórias de gatos e cães perdidos que atravessam estados na volta para casa.
Duda, a rã, atravessa gramados e sempre volta ao lar, digo, ao vaso.
Eu a desalojei pelo menos cinco vezes, ela retornou, acabou vencedora. A Duda as batatas, ou melhor, os mosquitos. Depois dizem que batráquios não têm sentimentos, não são inteligentes.
O povo diz tantas coisas e acredita em tantas outras, como por exemplo, em políticos honestos, que sou obrigado a pensar que o povo é bobo, pois perde muito tempo na Rede Globo.
Já o cachorro é indispensável, como pode o homem viver sem cachorro?
Empalhado também serve, inclusive com certas vantagens, não tem pulgas, não faz xixi na roda do carro e não late de madrugada.
Usando criatividade e rodinhas dá até para levar para passear.
Felizmente este ano a Silvia não apareceu, para quem não sabe, Sílvia é a caninana que vive nas cercanias.
Caninanas e rãs são como matéria e antimatéria, quando se encontram aniquilam-se, viram energia, isto é, no caso das caninanas e das rãs não é bem assim, a caninana se enche de energia e a rã vira fantasma, que em português antigo diziam abantesma.
Viver na mata tem suas peculiaridades. sidney borges | comentários(0)
20/04/2009 19:41 O vigário é espada!
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo foi bispo um dia. Teve uma crise existencial, duvidou da fé, caiu em tentação e se deixou vitimar pelas artimanhas do Canhoto. Conheceu as delícias da carne. Entre uma Ave Maria e um Padre Nosso, vinde a mim as criancinhas. Para trás, Satanaz, vade retro. Não funcionou, a garota engravidou e como não dá pra contestar DNA, Lugo reconheceu a paternidade. Filho número um.
Hoje Benigna Lequizamón, de 27 anos, afirma que o presidente é o pai do segundo de seus quatros filhos, L.F.L, nascido em 9 de setembro de 2002 em um distrito do departamento de San Pedro (centro), onde, naquela época, Lugo era bispo emérito (aposentado). Filho número dois.
Mamma mia, além de fazer filhos o que será que ele fazia? Polia crucifixos, engarrafava água benta ou vendia indulgências plenárias?
Filho de padre corre risco de virar lobisomem, o que será que acontece com filho de bispo? Boa coisa não é, como boa coisa não é quem se esconde atrás da palavra divina para fazer peraltices. Quero distância... sidney borges | comentários(0)
19/04/2009 20:16 Vida besta
Acabo de ler que uma enfermeira grávida de sete meses foi morta em uma tentativa de assalto no Rio de Janeiro. Uma barbárie dessas passa batido, ninguém se preocupa, ninguém liga, ou todos fingem que não ligam e tremem de medo de que chegue a vez.
Em outra manchete ao lado, Luciana Genro diz que Protógenes usou passagens do PSOL. Quanto tédio invade minh'alma.
Um dia melhora... Pena que demora... sidney borges | comentários(0)
14/04/2009 16:10 Descobertas fundamentais
A capital da Hungria, Budapeste, é constituída por duas cidades, Buda e Peste, com um rio de fábula entre elas, o Danúbio. A agitada Peste tem tesouros históricos dos Habsburgo e do passado judeu, enquanto a montanhosa Buda é um paraíso para os andarilhos.
Em setembro de 1713 desembarcou no Recife um marinheiro húngaro carregado de escorbuto. Recolhido pelos frades capuchinhos esteve à beira da morte por meses, mas acabou se recuperando.
Sem nome inteligível em português acabou conhecido por Severino da Peste, pois o único documento que possuia, um carnê de prestações, era originário da cidade de Peste, que fica ao lado de Buda.
Severino prosperou no comércio de peixes e comprou uma cabra. O belo animal ficou conhecida como a cabra do Severino da Peste e seu digníssimo dono como Severino da cabra.
Com o tempo e a evoluçao darwiniana a coisa acabou se transformando. O povo de Recife dizia aos quatro ventos: Severino é um cabra da peste.
Hoje o Nordeste está cheio de Severinos e de cabras da peste. O Severino que originou a denominação sofreu um grave acidente na infância, quando caiu uma árvore em sua cabeça e a tornou plana como um campo de soja.
A denominação de Severino ganhou um adendo, de Severino cabra da peste ele passou a Severino cabra da peste de cabeça chata.
Até hoje os cabeças chatas do nordeste são chamados de cabras da peste e a maioria é constituída por Severinos.
O verdadeiro nome de Severino era Simon Blumenthal, loiro e de olhos azuis. sidney borges | comentários(0)